Espetáculo baseado na obra “Otelo”, de William Shakespeare, criado e especialmente adaptado para dois atores, marionetes e objetos, fundidos entre si, possibilitando aos bonecos atuarem aquilo que os atores não poderiam fazer. Ponto de partida do teatro da materialidade, os objetos ganham valor narrativo, articulando sequências de desenfreadas ações, momentos íntimos e outros de alta tensão dramática, sendo ao mesmo tempo suportes cênicos que propiciam prazer lúdico, humor, surpresa e função didática.
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O trabalho do ator
Os atores assumem múltiplas funções, desdobram-se em um jogo duplicado entre linhas de ações relacionadas aos diferentes personagens que atuam. Otelo e Desdêmona são representados por pedaços de corpos de manequins manipulados pelos atores, enquanto que Iago e Emília, são atuados pelos próprios atores que estão “por trás” dos objetos e, metaforicamente, manipulando toda a história. Este jogo duplo, além de colaborar com a linguagem do teatro de formas animadas a partir da mecânica corporal e técnica precisamente executadas pelos atores, agrega o duplo sentido contido na trama shakespeariana e na linguagem do teatro de animação.
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Crédito das imagens: Cia Viaje Inmóvil, Chile: http://goo.gl/XTTMPl; http://goo.gl/OWrM53;