Análise do espetáculo: Lívia Chumbinho; Projeto: Cartografia Visual: 1ª Paisagem (PROGRAD-DIREN/UFU; 2013-2014); Coordenação, Orientação e Coautoria: Eduardo De Paula (Teatro-IARTE/UFU).
Sinopse
O espetáculo é uma reflexão sobre a liberdade e uma homenagem à memória destes 200 anos de independência colombiana. A história é observada à luz da independência de outros países da América do Sul, levantando o questionamento sobre até que ponto, realmente, as estruturas sociais e simbólicas da colonização nas jovens nações foram transformadas e se conseguiram realmente a liberdade ou apenas fragmentos dela.
O Teatro Varasanta é um “centro para a transformação do ator”, com atenção na relação entre o “corpo físico” e o “corpo interior”, tratando sua expressão por meio de elementos fundamentais da organicidade, tais como: impulso, energia, centro, fluidez, equilíbrio, precisão, ritmo e contato.
O grupo mantém um laboratório permanente de exploração vocal, corporal e rítmico, dirigidos a atores, músicos e bailarinos.
Aparecem com mais evidencia as tecnologias da iluminação (elipsoidal e gobos) e da captação/projeção simultânea da ação cênica de dessecamento de um coração – em evidente tentativa de aproximar o espectador da crueza do ato cirúrgico e, ao mesmo tempo, provocar uma sensação de estranhamento a partir da relação entre corpo interior e corpo exterior.
Com uma iluminação que remeta a ambiência de floresta, a peça inicia-se com uma atriz movimentando um espelho que reflete as luzes e transporta nossa imaginação para a beira d’água, ou melhor, para a ancestralidade indígena colombiana. Os atores dançam, manipulam diferentes objetos cênicos e tocam instrumentos musicais.